Novos Focas
Formação e carreira em jornalismoArquivo paraFormação
Concorra a vagas de training em empresas jornalísticas
Organizações brasileiras de comunicação de grande porte oferecem, anualmente, boas oportunidades para iniciação de jovens no mercado de trabalho. Alguns baianos já participaram destas atividades. Veja algumas opções: Folha Treinamento – Folha de S.PauloO programa de treinamento em jornalismo diário da Folha de S. Paulo propicia a familiarização com a rotina, os procedimentos e o texto jornalísticos. Em 12 semanas, os jovens selecionados pela empresa têm acesso a uma série de oficinas e debates, realizada, sobretudo, no primeiro semestre do ano. No início, participam de palestras. Depois, desempenham atividades relacionadas à pauta, apuração junto às fontes, redação e edição para o meio impresso. Nas três derradeiras semanas, produzem o caderno especial Novo em Folha. Em todo período, convivem com profissionais experientes da empresa.O Folha Treinamento é aberto a estudantes e profissionais de jornalismo e áreas afins – como direito, letras e ciências sociais -, em consonância com a postura do veículo de compor seu quadro de funcionários também com pessoas sem formação específica. A Folha acredita que a graduação em uma área afim contribui para a qualidade da cobertura devido à especialização.Ao final, há possibilidade de absorção de alguns dos aprendizes pela instituição. Os custos com deslocamento, alimentação e estadia são arcados pelos próprios participantes, mesmo no caso daqueles radicados fora de São Paulo. Não há concessão de bolsas, mas as atividades são gratuitas. Há uma rigorosa seleção dos aprendizes, que inclui prova e entrevista. Contatos com Editoria de Treinamento:Telefones: 11 3224-4274/ 3624e-mail: treina@uol.com.brSite: www.folha.com.br/treinamento Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado – EstadãoMinistrado durante três meses (em geral, no segundo semestre do ano) em São Paulo, o programa de treinamento de O Estado de São Paulo e da Folha da Tarde visa o aperfeiçoamento gratuito de estudantes e profissionais de jornalismo para o exercício qualificado da profissão. Aos aprendizes, proporciona o envolvimento com a rotina, o processo produtivo do meio impresso e o texto jornalístico. Criado em 1990, é o primeiro desta natureza a ser reconhecido como extensão universitária, graças à chancela da Universidade de Navarra (Espanha).Os participantes têm aulas pela manhã e visitam diversos setores da empresa, sobretudo, a redação à tarde para observação da rotina e convívio com profissionais experientes. O curso é constituído pelas etapas de informação prática (simulação do processo produtivo, sob supervisão de editores do Estadão), informação técnica (troca de experiências com profissionais gabaritados da organização) e informação geral (aulas de ética, economia, política e filosofia aplicadas ao jornalismo; observação das operações inerentes à imprensa, da produção gráfica à gestão geral e ao relacionamento com o mercado; e participação de um seminário sobre planejamento de carreira).Os aprendizes devem custear deslocamento, alimentação e estadia na capital paulista, mesmo se radicados fora de São Paulo. Não há concessão de bolsas. Entretanto, no final do curso, eles têm seu perfil publicado no Banco Estado de Talentos, que disponibiliza currículos para outras instituições, e até podem ser admitidos pelos jornais promotores do curso.São oferecidas 30 vagas por ano para brasileiros e três para estrangeiros e a concorrência tem sido acirrada nos últimos anos (mais de 300 candidatos por vaga em 2006). Direcionado a estudantes concluintes (matriculados no último ano da graduação) e recém-formados (que tenham colado grau até dois anos antes do concurso). A seleção consta de uma prova aplicada em São Paulo, com questões de conhecimentos gerais e atualidade e um texto jornalístico, e uma entrevista com os 60 candidatos pré-classificados na fase anterior.Contatos:Telefone: 11 3856-2187Site: www.estadao.com.br/talentos Curso Abril de Jornalismo – Editora AbrilRealizado no decorrer de quatro semanas em São Paulo, o curso visa a capacitação de profissionais em diversos segmentos da comunicação, inclusive no jornalismo, para atuação nas empresas ligadas à Editora Abril. Além de jornalistas, qualifica pessoas que atuam nas áreas de design, fotografia, rádio e TV, cinema e mídias digitais. Criada em 1968, a atividade foi retomada em 1984 e, desde então, é promovida anualmente.Os jovens selecionados participam de palestras e workshops e desenvolvem material jornalístico para revista, site, televisão e telefone móvel (celular), sob orientação de profissionais da Editora. No final, parte do acervo compõe a revista impressa anual Plug:. Voltada ao debate de idéias e práticas jornalísticas abordadas no treinamento, ela é distribuída entre colaboradores da Abril, de instituições de comunicação e universidades.O acesso à capacitação é gratuito, porém cabe ao aprendiz o custeio de deslocamento, alimentação e estadia na capital paulista. Não há concessão de bolsas. No final do curso, há possibilidade de contratação de parte dos estudantes pela Editora, conforme tem ocorrido nos últimos anos.Ao todo, são oferecidas ao público 50 vagas por ano. A atividade é direcionada a estudantes concluintes (matriculados no último ano da graduação) e recém-formados (que tenham colado grau até dois anos antes do concurso). A seleção consta de uma prova aplicada em São Paulo, com questões de conhecimentos gerais e atualidade e um texto jornalístico, e uma entrevista com os 60 candidatos pré-classificados na fase anterior. Podem candidatar-se às vagas, na categoria Texto, jornalistas formados em julho ou dezembro do ano da inscrição; em Fotografia, jovens fotógrafos graduados ou não; em Design (impresso, web ou infografia), quem colou grau há no máximo dois anos em Publicidade, Design Gráfico, Desenho Industrial, Arquitetura ou Artes plásticas; e nas modalidades Rádio e TV, Mídias Digitais ou Multimeios e Cinema, recém-graduados nos últimos dois anos. Para inscrição, jornalistas devem encaminhar currículo e um texto sobre o tema Quem sou eu e por que escolhi o jornalismo como profissão. Os candidatos às vagas das demais áreas devem remeter currículo, um texto sobre seu desejo de atuar no segmento, além de peças de sua autoria. A triagem ocorre, no segundo semestre, em duas etapas: análise de textos e trabalhos e entrevista pessoal com profissionais da Abril, em São Paulo e outras capitais do país. O curso é ministrado no início de cada ano.Contatos: Núcleo de Desenvolvimento de Pessoas da AbrilSite: www.cursoabril.abril.com.br
Obras de referência
Eis algumas sugestões de obras de referência para seus estudos. Confira, também, o acervo de bibliotecas e levante novos títulos através de Ferramentas de Pesquisa, como aquelas listadas neste blog.
SOBRE LIVRO-REPORTAGEM (SUPORTE)
- ALMEIDA, Simão Farias. Livro-reportagem: um gênero de polêmica – O lugar do livro-reportagem, uma classificação. Boa Vista (RR): Grupo de Pesquisa Estudos Culturais Comparados em Jornalismo Literário Brasileiro/Universidade Federal de Roraima. Disponível em www.ufrr.br/component/option,com_docman/Itemid,267/task,doc_view/gid,670/ , acesso em 19 de janeiro de 2008.
- BELO, Eduardo. Livro-Reportagem. São Paulo, Editora Contexto, 2006.
- FALASCHI, Celso. Livro-reportagem ou Reportagem Grande? São Paulo: Academia Brasileira de Jornalismo Literário/Texto Vivo. Disponível em http://www.textovivo.com.br/celtt01.htm , acesso em 19 de janeiro de 2008.
- FERREIRA, Carlos Rogé. Literatura e Jornalismo, Práticas Políticas: discursos e contradiscursos, o novo jornalismo, o romance-reportagem e os livros-reportagem. São Paulo: Edusp, 2003.
- LIMA, Edvaldo Pereira. Páginas Ampliadas: o livro reportagem como extensão do jornalismo e da literatura. 3. ed. Barueri, SP: Manole, 2004.
- LIMA, Edvaldo Pereira. O que é livro-reportagem. São Paulo: Brasiliense, 1998. Coleção Primeiros Passos.
- MORAIS, Gabriela Weber de. Livro-reportagem: amealhando experiências para contar uma história. Florianópolis: II Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho. 15-17 de abril de 2004 . Disponível em http://www.jornalismo.ufsc.br/redealcar/cd/grupos%20de%20trabalho%20de%20historia%20da%20midia/historia%20da%20midia%20impressa/trabalhos_selecionados/gabriela_weber.doc , acesso em 22 de janeiro de 2008.
- PRIZIBISCZKI, Cristiane de Azevedo. A Práxis do Livro-reportagem: teoria e prática em diálogo. Santos (SP): XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação/Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 29 de agosto a 2 de setembro de 2007. Disponível em http://www.adtevento.com.br/intercom/2007/resumos/R1109-2.pdf , acesso em 19 de janeiro de 2008.
- SANTOS, Daniella de Almeida; OLIVEIRA, Eliane F. A (des) caracterização do livro-reportagem em projetos experimentais de jornalismo. São Paulo: Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação. Disponível em http://reposcom.portcom.intercom.org.br/dspace/bitstream/1904/16945/1/R1617-1.pdf , acesso em 19 de janeiro de 2008.
- WOLF, Tom. Radical Chique e o Novo Jornalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
Se for trabalhar com o tipo LIVRO-REPORTAGEM PERFIL, acrescentar ainda:
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ABREU, Alzira Alves de. Dicionário Biográfico: a organização de um saber. Caxambu: XXII Encontro Anual da Anpocs. 27-31 de outubro de 1998. Disponível em http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/anpocs/alves.rtf , acesso em 23 de maio de 2007.
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VILAS BOAS, Sérgio. Perfis e como escrevê-los. São Paulo: Summus Editorial, 2003.
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ZIMMERMANN, Tânia Regina; MEDEIROS, Márcia Maria de. Biografia e Gênero: repensando o feminino. In: Revista de História Regional 9, vol.1, Verão 2004. Disponível em http://www.rhr.uepg.br/v9n1/912zimmermann.pdf , acesso em 23 de maio de 2007.
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LEITURA COMPLEMENTAR (LIVROS-REPORTAGEM)
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BARCELLOS, Caco. Abusado – o dono do Morro Dona Marta. Rio de Janeiro: Record, 2003.
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BARCELLOS, Caco. Rota 66 – A história da polícia que mata. Rio de Janeiro: Record, 1992.
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BERNSTEIN, Carl; WOODWARD, Bob. Todos os homens do presidente. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976.
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CAPOTE, Truman. A Sangue Frio. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
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CASTRO, Ruy. Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
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CASTRO, Ruy. Chega de Saudade. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
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DIMENSTEIN, Gilberto. Meninas da Noite - a prostituição de meninas escravas no Brasil. São Paulo: Ática, 1997.
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DIMENSTEIN, Gilberto. O Mistério das Bolas de Gude: história de humanos quase invisíveis. Campinas – SP, Papirus, 2006.
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FIGUEIREDO, Lucas. Morcegos Negros – PC Farias, Collor e máfias. Rio de Janeiro: Record, 2000.
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HERSEY, John. Hiroshima. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
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MORAIS, Fernando. Olga. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
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VARELLA, Drauzio. Estação Carandiru. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
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VENTURA, Zuenir. Cidade Partida. 4ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994
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ROTINAS PRODUTIVAS, TÉCNICAS DE REPORTAGEM E GÊNERO JORNALÍSTICO
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BELTRÃO, Luiz. Jornalismo Interpertativo. Porto Alegre: Sulina, 1976.
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COIMBRA, Oswaldo. O Texto da Reportagem Impressa: um curso sobre sua estrutura. 1ª ed. São Paulo: Ática, 2002.
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ERBOLATO, Mário. Técnicas de Codificação em Jornalismo – redação captação e edição em jornal diário. 5ª edição, 6ª reimpressão. São Paulo: Ática, 2004.
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FISHMAN, Mark. Manufacturing News. M. Albuquerque e F. Albuquerque (trad.) Austin: University of Texas, 1980. Mimeografado.
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GENRO FILHO, Adelmo. O Segredo da Pirâmide – para uma teoria marxista do jornalismo. Porto Alegre (RS), 1999. Disponível em www.adelmo.com.br, acesso em 22 de dezembro de 2007.
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LAGE, Nilson. A Reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. 2. ed. – Rio de Janeiro: Record, 2002.
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LIMA, Alceu Amoroso. O Jornalismo como Gênero Literário. São Paulo: Com/Arte; Edusp, 1990.
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MARQUES DE MELO, José. Jornalismo Opinativo. Campos do Jordão: Editora Mantiqueira, 2003.
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MEDINA, Cremilda. Entrevista: um diálogo possível. São Paulo: Ática, 2002.
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MEDINA, Cremilda. Notícia, um Produto à Venda – Jornalismo na sociedade urbana e industrial. 2ª ed. São Paulo: Summus, 1988. Coleção Novas Buscas em Comunicação, v. 24.
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PEREIRA JÚNIOR, Luiz Costa. A Apuração da Notícia. Petrópolis (RJ): Vozes, 2006.
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SODRÉ, Muniz. FERRARI, Maria Helena. Técnica de Reportagem: notas sobre a narrativa jornalística. São Paulo: Summus, 1986.
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SOUSA, Jorge Pedro. As Notícias e seus Efeitos – as ´teorias´ do jornalismo e dos efeitos sociais dos media jornalísticos. Disponível em http://bocc.ubi.pt/pag/_texto.php3?html2=sousa-pedro-jorge-noticias-efeitos.html , acesso em 28 de fevereiro de 2002.
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PROJETO GRÁFICO
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COLLARO, Antônio Celso. Projeto Gráfico: teoria e prática da diagramação. 4ª ed. ver. e ampl. São Paulo, Summus, 2000.
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OLIVEIRA, Marina. Produção Gráfica para Designers. Rio de Janeiro: 2AB, 2002.
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RIBEIRO, Milton. Planejamento Visual Gráfico. Brasília: LGE Ed., 2003.
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FOTOGRAFIA JORNALÍSTICA
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BENJAMIN, Walter. Pequena História da Fotografia. In: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo, Ed. Brasiliense, 1987.
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BUSSELLE, Michael. Tudo Sobre Fotografia. São Paulo: Pioneira, 1982.
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GRADIM, Anabela. Manual de Jornalismo: estudos em comunicação. Covilhã, Universidade da Beira Interior, 2000.
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KOSSOY, Boris. Fotografia & História. São Paulo-SP: Ateliê Editorial, 2001.
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KOSSOY, Boris. Realidades e Ficções na Trama Fotográfica. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 1999.
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MAUAD, Ana Maria. O Olho da História: fotojornalismo e história contemporânea. Disponível em: http://www.comciencia.br/reportagens/memoria/12.shtml , acesso em 12 de junho de 2007.
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SOUSA, Jorge Pedro. Uma História Crítica do Fotojornalismo Ocidental. Chapecó: Argos; Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2004.
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SOUSA, Jorge Pedro. Fotojornalismo: introdução à história, às técnicas e à linguagem da fotografia na imprensa. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2004.
- METODOLOGIA CIENTÍFICA
- GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5.ed. São Paulo: Atlas, 1999.
- LAKATOS, Eva M.; MARCONI, Maria de Andrade. Fundamentos de Metodologia Científica. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2005.
- CRITÉRIOS DE NOTICIABILIDADE E HIERARQUIZAÇÃO
- ERBOLATO, Mário L. Técnicas de Codificação em Jornalismo – redação, captação e edição no jornal diário. 5ª edição revisada e aumentada. São Paulo: Ática, 1991.
- GOMIS, Lorenzo. Do Importante ao Interessante – ensaio sobre critérios para a noticiabilidade no jornalismo. In: MACHADO, Elias; TEIXEIRA, Tattiana (org.). Pauta Geral – revista de jornalismo. Salvador, Editora Calandra. Ano 9, nº 4, 2002.
- SILVA, Luiz Martins da; CRISPIM, Renata; e outros. Jornalismo Público: o social como valor-notícia. Disponível em www.ucb.br/comsocial/mba/jornalismo_publico_o_social_como_valor-noticia.pdf , acesso em 01 de junho de 2007.
- SOUSA, Jorge Pedro. As Notícias e seus Efeitos – as ´teorias´ do jornalismo e dos efeitos sociais dos media jornalísticos. Disponível em http://bocc.ubi.pt/pag/_texto.php3?html2=sousa-pedro-jorge-noticias-efeitos.html , acesso em 28 de fevereiro de 2007.
- WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. 5ª edição. Lisboa: Editorial Presença, 1999. p. 200-220
- NOTÍCIA
- ERBOLATO, Mário. Técnicas de Codificação em Jornalismo – redação captação e edição em jornal diário. 5ª edição, 6ª reimpressão. São Paulo: Ática, 2004.
- LAGE, Nilson. Linguagem Jornalística. 7ª ed. São Paulo: Ática, 2002.
- LAGE, Nilson. Estrutura da Notícia. São Paulo: Ática, 2002.
- LAGE, Nilson. A Reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. São Paulo: Record, 2001.
- MEDINA, Cremilda. Notícia, um Produto à Venda – Jornalismo na sociedade urbana e industrial. 2ª ed. São Paulo: Summus, 1988. Coleção Novas Buscas em Comunicação, v. 24.
- CONCEITOS DE/SOBRE JORNALISMO
- GENRO FILHO, Adelmo. O Segredo da Pirâmide – para uma teoria marxista do jornalismo. Porto Alegre (RS), 1999. Disponível em www.adelmo.com.br, acesso em 22 de dezembro de 2007.
- MEDITSCH, Eduardo. O Jornalismo como Forma de Conhecimento. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 1992.
- MEDITSCH, Eduardo. O Jornalismo é uma Forma de Conhecimento? Beira Interior, Portugal: Setembro de 1997. Disponível em http://bocc.ubi.pt/pag/_texto.php/html2=meditsch-eduardo-jornalismo-conhecimento.html, acesso em 01 de junho de 2007.
- SOUSA, Jorge Pedro. As Notícias e seus Efeitos – as ´teorias´ do jornalismo e dos efeitos sociais dos media jornalísticos. Disponível em http://bocc.ubi.pt/pag/_texto.php3?html2=sousa-pedro-jorge-noticias-efeitos.html , acesso em 28 de fevereiro de 2002.
- TRAQUINA, Nelson. O Poder do Jornalismo – análise e texto da Teoria do Agendamento. Coimbra (Portugal): Minerva, 2000.
- TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo: a tribo jornalística – uma comunidade interpretativa transnacional. V. 2, Florianópolis (SC): Insular, 2005.
- TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo. V. 1, Florianópolis (SC): Insular, 2004.
- WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. 5ª ed. Lisboa: Editorial Presença, 1999.
Legalização da formação superior em jornalismo
A formação superior para o exercício legal do jornalismo é exigida desde 1969 no Brasil, através do Decreto-Lei 972/69. Até aquele ano, mesmo quem não tinha cursado graduação em jornalismo - ofertada a partir dos anos 40 do século passado no país, primeiro pela Faculdade Casper Líbero (SP) – atuava legalmente na profissão. Quem já trabalhava na condição de jornalista teve assegurado seu direito, porém o bacharelado tornou-se requisito obrigatório para começar uma carreira.
Historicamente, no entanto, os jornalistas lutam para manter a vigência do decreto-lei, com argumentação calcada, sobretudo, na necessidade de preparação técnica e conceitual específica e profunda, com abordagem inclusive em aspectos éticos, para garantia do exercício da profissão com responsabilidade social. Defendem, portanto, que é preciso muito além do domínio da língua portuguesa e do conhecimento da realidade para militar em uma profissão capaz de provocar a “morte social” de uma pessoa.
Em 2001, o quadro agravou-se após apresentação de ação civil pública contra a exigência, pelo Ministério Público Federal, à 16ª Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo. Autor da ação, o procurador André de Carvalho Ramos considera que o decreto limita o acesso a uma profissão imprescindível para a liberdade de expressão – que é um direito constitucional do brasileiro - e argumenta que o curso superior não garante a conduta ética do profissional que forma. O discurso de Ramos alinha-se a um parecer da Corte Interamericana de Direitos Humanos, de 1985.
Ainda em outubro de 2001, a juíza federal substituta em São Paulo Carla Abrantkoski Rister suspendeu, em caráter temporário, a obrigatoriedade da formação superior específica para a atividade jornalística em todo o país, até o julgamento definitivo do mérito da questão. Pedidos de registros por pessoas sem, ao menos o Ensino Médio completo, eclodiram em delegacias do trabalho de vários estados.
Os jornalistas recorreram da decisão de Rister na justiça, mas a posição foi mantida em primeira instância. Em seguida, a União e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) reivindicaram reavaliação, logrando êxito. Como o mérito da questão ainda não foi analisado, outros juízes têm autorizado a atuação de pessoas sem diploma em organizações de jornalismo, mas sindicatos e Fenaj têm recorrido das decisões uma a uma.
Bases para qualidade da formação do jornalista
Bases de Um Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação em Jornalismo
Elaborado conjuntamente pela Associação Brasileira de Escolas de Comunicação (ABECOM), Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS), Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (ENECOS), Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM).
I. APRESENTAÇÃO
1. Buscando estabelecer uma correspondência entre a formação profissional dos jornalistas e um entendimento acerca do seu papel social, as entidades signatárias deste documento apresentam premissas que balizarão sua atuação e nortearão seu relacionamento com o Ministério da Educação e outras entidades da área das comunicações.
2. Os segmentos representados pelas entidades signatárias buscam, assim, a máxima integração de esforços no que se refere ao alcance de objetivos comuns para a qualificação da formação dos jornalistas, tomando como principal referencial o interesse público envolvido na atuação destes profissionais.
3. Este documento resultou dos trabalhos desenvolvidos em um seminário realizado nos dias 28 e 29 de maio de 1998, em São Paulo, nas dependências da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.
4. Os resultados deste seminário são tributários do Movimento pela Qualidade do Ensino de Comunicação, surgido em 1995, como resultado de uma meritória iniciativa dos estudantes de comunicação, através da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (Enecos), que tomou a dianteira do processo de debate. Este Movimento contribuiu decisivamente para aglutinar os diversos segmentos relacionados com o ensino de comunicação – especialmente professores, estudantes, escolas e profissionais – fazendo avançar as discussões e as ações em favor da qualificação da formação profissional na área das comunicações.
5. Este documento pretende formular as bases de um Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação em Jornalismo, amparando-se no acúmulo de cada uma das entidades signatárias, e na experiência conjunta desenvolvida pelo Movimento pela Qualidade do Ensino de Comunicação. Também pretende constituir base de interlocução com os outros segmentos interessados. 6. A formulação aqui apresentada será sujeita à avaliação crítica das bases de cada uma das entidade signatárias, de modo a ser testada a consistência da abordagem desenvolvida. Tal procedimento decorre da convicção de que, com este esforço, o que estamos protagonizando é um processo de natureza cultural e política, com vigor capaz de colocar em xeque concepções, rotinas e práticas consagradas que, entretanto, não correspondem às demandas da sociedade.
7. Acreditam as entidades signatárias que, sem que as concepções aqui apresentadas sejam pensadas, revisadas, criticadas e, portanto, efetivamente assimiladas pelas bases de cada uma dessas entidades, dificilmente se alcançarão os resultados almejados.
8. Trata-se de um Programa que se sustentará através de adesões voluntárias e seu impulso positivo só se constituirá se conseguir arrebatar uma participação efetiva de estudantes, professores e direções das escolas, além dos profissionais e representantes do empresariado que se pretende aglutinar. Só assim se conseguirá constituir um Programa amparado em uma ampla base de consenso nacional e no respeito ao interesse público a que deve estar sujeita a área das comunicações e suas práticas.
9. Ao assumir um papel ativo diante dos problemas que envolvem a formação dos jornalistas, as entidades signatárias estão procurando compartilhar responsabilidades, sobretudo com o Estado.
10. Constatamos que, atualmente, o Ministério da Educação e Desportos (MEC) está recebendo um crescente número de solicitações para reconhecimento de escolas de comunicação. Também constatamos, com preocupação, a falta de infra-estrutura que faz, inclusive, que o MEC sequer disponha de informações atualizadas sobre o número de escolas de comunicação em funcionamento no país.
11. Consideramos necessário que o MEC se mantenha ativo e equipado para continuar determinando os requisitos mínimos para estruturação e funcionamento dos cursos de comunicação e, também, para fiscalizar o cumprimento das exigências. Também consideramos imprescindível que o MEC condicione o número de vagas de cada escola a uma avaliação da realidade sócio-econômica da região.
12. MEC, sem dúvida, necessita de atualização e aprofundamento de suas posições sobre a formação na área das comunicações e a sua Comissão de Especialistas em Comunicação, em que pese a boa vontade de diversos de seus membros, necessita aproximar-se mais das demandas apresentadas pelos diversos segmentos da área.
13. A participação da sociedade no processo de decisão oficial sobre questões que envolvem a formação dos jornalistas – buscada pela iniciativa que está sendo tomada pelas entidades signatárias – tem a inequívoca pretensão de partilhar responsabilidades.
14. Esta disposição de participação da sociedade, portanto, não se limita à cobrança de responsabilidades que são inerentes e inalienáveis do Estado, na sua condição de agência reguladora e qualificadora das relações e práticas sociais. O que se pretende é colaborar com o Estado na formulação e definição sobre os conteúdos de suas políticas e práticas, o que corresponde à nossa concepção de que o que acontece em cada escola, onde se realiza a formação dos jornalistas, é algo de interesse público. Sendo assim, as atividades de formação devem ser equacionadas de forma tecnicamente adequada, mas também precisam ser legitimadas politicamente.
15. Neste sentido, a atuação da sociedade, aqui prevista, envolve tarefas que estão sendo assumidas por diversos segmentos da área das comunicações, através de uma mobilização e de uma aglutinação de caráter voluntário, que não substitui a ação executiva do Estado, mas a complementa e ajuda a enriquecer suas finalidades.
16. Existe na sociedade uma demanda de controle sobre os fatos da educação formal que vão além da atual capacidade de atuação do Estado. Ao fixar padrões que pretendem constituir referência pública, o movimento que estamos constituindo pretende antecipar-se aos fatos sociais e à evolução da tecnologia e do mercado.
17. Procurando fixar exigências que vão além – em quantidade e qualidade – às formuladas pelo Estado, nosso movimento pretende constituir referência de validade e legitimidade que serão proporcionadas pelos setores organizados da sociedade.
18. Com este tipo de ação, as entidades signatárias pretendem desafiar as escolas, os professores e estudantes e profissionais a se auto-atribuirem – sem que se fira a autonomia de cada uma das partes e sem que se usurpem funções próprias das escolas e do MEC – elevados padrões de exigência, em consonância com a necessidade de permanente atualização em relação às demandas sociais e à evolução da realidade brasileira, nos seus aspectos culturais, políticos e econômicos.
Concentração de esforços na formação dos jornalistas
19. Pela própria composição e representação das entidades que estão promovendo esta iniciativa, os esforços foram concentrados na formação dos jornalistas. É intenção dos signatários ampliar o debate, estendendo-o às demais habilitações da área das comunicações.
20. Estão os signatários cientes de que parte da formulação aqui apresentada é específica da formação profissional dos jornalistas, mas também há, neste documento, concepções que se aplicam às demais habilitações profissionais. Estas formulações de sentido abrangente podem ser consideradas como ponto de partida para a ampliação do debate.
21. Temos ciência de que as regulamentações profissionais artificializam uma segmentação da áreas das comunicações que só será adequadamente compreendida através de sua abordagem como um objeto integrado para análise e reflexão, sem prejuízo para o desenvolvimento das formações profissionais específicas.
22. As preocupações aqui manifestas, em relação à formação profissional dos jornalistas, não se resumem, portanto, a este segmento da área das comunicações, mas também pretendem constituir contribuição para uma elaboração e um debate que integre os demais segmentos.
Método de exposição
23. Este documento procura estabelecer o encadeamento lógico entre as concepções e as implementações concretas que se fazem necessárias para impulsionar a qualidade na formação dos jornalistas.
24. Buscando isto, inicia apresentando as Premissas adotadas para orientar a formação, prossegue expondo os Requisitos Conceituais considerados necessários para a realização das Premissas e segue indicando os Requisitos Metodológicos tidos como adequados tanto para a realização das Premissas como dos Requisitos Conceituais.
25. Apresentadas as Premissas e os Requisitos, o documento aborda a questão da Qualidade, constatando que este conceito tem sido substantivamente desenvolvido na atualidade e, até agora, foi incorporado de forma predominantemente adjetiva às formulações das entidades, inclusive, na própria denominação do Movimento pela Qualidade no Ensino da Comunicação.
26. A partir destas formulações preliminares sobre a problemática da Qualidade, o documento prossegue propondo Critérios para Gestão de Qualidade na Formação dos Jornalistas, bem como sugerindo instâncias e processos para viabilizar a gestão da qualidade.
27. Finalmente, o documento agrega, como complemento, uma série de propostas de Especificações e Recomendações para a Viabilização dos Requisitos Metodológicos e Materiais.
28. Esta última parte do documento, não menos importante, deverá, necessariamente, permanecer em aberto, porque são estas instrumentalizações que traduzirão, em aplicações e desenvolvimentos concretos, as concepções de fundo do Programa e, portanto, deverão ser testadas, ter seus resultados permanentemente reavaliados e, sempre que necessário, serão reformuladas no processo de implementação do Programa. Estas Especificações e Recomendações dizem respeito, sobretudo, à forma de realização das concepções aqui apresentadas sendo, portanto, o elemento mais dinâmico e mutável do Programa.
29. Expressando a busca de interlocução entre as entidades representativas de estudantes, professores, escolas e profissionais de jornalismo, este documento pretende cumprir o mesmo papel em relação ao empresariado de comunicação e ao MEC, porque os signatários entendem que a viabilidade das propostas aqui formuladas para um Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação em Jornalismo, só poderá ser alcançada a partir de uma ampla base de consenso e da disposição dos segmentos da área da comunicações para agir conjuntamente.
II. PREMISSAS PARA CONCEBER A FORMAÇÃO DOS JORNALISTAS
1. A área das comunicações adquire complexidade e a importância, na contemporaneidade, – com a emergência de sistemas de comunicações que exercem crescentes determinações sobre a cultura, a política e a economia.
2. Neste contexto, o jornalismo destaca-se como uma das principais modalidades de comunicação, exercitada através das mais diversas linguagens e dos mais variados suportes técnicos.
3. O jornalismo, com suas funções de produção e divulgação de informações, corresponde a uma forma de conhecimento que complementa as funções culturais próprias da ciência e da arte que se centram, respectivamente, no particular e no universal.
4. Como forma específica de conhecimento, o jornalismo antecipa-se à ciência e à arte, registrando os fatos sociais na sua singularidade e atualidade e, não raro, na imediaticidade dos acontecimentos.
5. Embora diferencie-se da ciência e da arte, o jornalismo, em suas formas mais desenvolvidas, tem a possibilidade de estabelecer estreito relacionamento com estas duas formas de conhecimento.
6. Sem submeter-se aos rigores metodológicos próprios da ciência, o jornalismo pode e deve perseguir um elevado grau de objetividade no registro e interpretação dos fatos sociais tendo, inclusive, a prerrogativa de amparar-se no conhecimento científico existente. O jornalismo, operando uma ruptura com a linguagem especializada da ciência, pode contribuir para a sua tradução pública, de modo a qualificar o senso comum.
7. Por outro lado, mesmo sem desfrutar o mesmo grau de liberdade de linguagem própria da arte, o jornalismo, ao adotar um criativo procedimento de seleção, hierarquização e apresentação dos fatos sociais, pode gerar percepções e interpretações aprofundadas e inovadoras da realidade que sejam, igualmente, capazes de qualificar o senso comum, enriquecendo o universo cultural dos indivíduos.
8. Devido a esta importância específica e relativa do jornalismo, acreditam os signatários que só a formação através de um curso superior específico especializado pode tornar consistente a abordagem da multiplicidade dos aspectos filosóficos, teóricos, culturais e técnicos envolvidos na formação dos jornalistas, bem como propiciar que, através da reflexão acadêmica e da prática política e técnica, sejam equacionadas as demandas da sociedade em relação à atuação destes profissionais.
9. A formação dos jornalistas deve ser concebida a partir da percepção do seu papel singular de produtor de conhecimento e de cultura, através de uma atividade profissional especializada na formulação, seleção, estruturação e disponibilização de informações que são usadas pelos indivíduos para perceberem e situarem-se diante da realidade.
10. Esta formação também deve considerar:a) o interesse público na geração de conhecimento válido sobre os fenômenos que envolvem o exercício do jornalismo e da especificidade que o distingue do conjunto da área das comunicações;b) a necessidade de pesquisa e experimentação de teorias e técnicas relacionadas com as linguagens e práticas aplicáveis ao exercício do jornalismo.11. Destas definições em relação à formação dos jornalistas, decorrem as necessidades de:a) conhecimento formação teórica;b) formação cultural; c) formação técnica.
12. A atuação profissional dos jornalistas como produtores de informações que são usadas pelos indivíduos para situarem-se diante da realidade, contemporaneamente se dá através de meios e sistemas de comunicação que - exercendo crescentes determinações sobre a cultura, a política e a economia – erigem-se como importantes instrumentos de poder.
13. Os profissionais do jornalismo, assim, cotidianamente defrontam-se com a necessidade de posicionar-se, em perspectiva social e individual, com o equacionamento de questões ligadas à democracia e à ética.
14. Diante da constatação da amplitude das decorrências da sua atuação profissional dos jornalistas e da existência de condicionamentos para o exercício da sua função social, decorre a necessidade de, através da formação destes profissionais, se alcançar compreensão e identificação: a) dos fundamentos éticos prescritos para a conduta dos jornalistas profissionais; b) da atitude de cidadania adequada ao exercício profissional dos jornalistas, a partir do reconhecimento das expectativas e necessidades da sociedade em relação ao seu papel social e ao produto da sua atividade;c) do inter-relacionamento entre as funções profissionais dos jornalistas com as demais funções profissionais ou empresariais existentes na área das comunicações.
III. REQUISITOS CONCEITUAIS PARA A REALIZAÇÃO DAS PREMISSAS
1. Entendemos que a realização das premissas apresentadas neste documento exigem os desdobramentos conceituais aqui desenvolvidos.
2. A formação teórica deverá possibilitar:a) a interpretação da realidade social na qual o profissional se insere, com instrumental da filosofia que dê conta das etapas anteriores da história humana e possibilitem o pensamento especulativo sobre as possibilidades de futuro;b) o conhecimento, em perspectiva, das diversas etapas da história universal e, em particular, da história do país, com o instrumental científico da história e das ciências sociais;c) o entendimento do papel dos sistemas e processos de comunicação na contemporaneidade, bem como da evolução histórica destes sistemas e suas relações com a cultura, a política e a economia.d) a compreensão da especificidade da função de produção de conhecimento inerente ao jornalismo, em relação às demais formas de produção de conhecimento (ciência e arte);e) a compreensão da natureza das linguagens e dos fenômenos lingüísticos utilizados nos sistemas contemporâneos de comunicação e, em particular, no processo de produção jornalística, abrangendo imagem, som, texto, as dimensões gráfica, audiovisual e multimídia, e seus correspondentes recursos sintáticos e gramaticais (.sintáticos, semânticos e pragmáticos).
3. A formação cultural deverá ser buscada através:a) do conhecimento e da análise crítica dos pressupostos filosóficos e das bases técnicas que orientam a organização dos sistemas de comunicação no Brasil e no mundo;b) da análise crítica de fatos concretos que manifestem o fenômeno da excedência dos meios – inclusive os meios de comunicação – em relação aos fins humanos para os quais foram concebidos, originando a autonomização dos meios (materiais e institucionais) e a desumanização nas práticas sociais;c) do reconhecimento da precedência da formação teórica para o entendimento da realidade humano social – cuja promoção é a grande missão do jornalismo e dos jornalistas – em relação à capacitação para o domínio das técnicas, esclarecendo-se que esta precedência é lógica e epistemológica, embora não necessariamente cronológica, no processo de formação;d) do emprego de metodologias e ações pedagógicas que, nos cursos de jornalismo, devem possibilitar a aplicação da teoria, assim como o desenvolvimento e a experimentação de conceitos e de meios técnicos;e) do conhecimento de linguagens e modalidades de comunicação e de produção artística e científica que contribuam para o alargamento da compreensão sobre os fenômenos contemporâneos da área das comunicações e para o desenvolvimento de atividades profissionais de cunho inovador;f) do estímulo ao pensamento crítico em relação aos modelos estabelecidos de organização e prática dos sistemas de comunicação no Brasil e no mundo.
4. A formação técnica deverá capacitar os profissionais para:a) o emprego eficiente de linguagens próprias da atividade jornalística nas distintas modalidades correspondentes aos diversos veículos de comunicação existentes;b) o domínio dos processos de gestão de recursos humanos, materiais e financeiros inerentes à produção jornalística, considerando os diversos tipos de veículos e empreendimentos de portes diversos;c) o planejamento de produtos e atividades jornalísticas e empreendimentos de comunicação que viabilizem a produção jornalística.
5. A identificação e compreensão dos fundamentos éticos que devem pautar a conduta dos jornalistas deverá ser alcançada com:a) estudo dos princípios, fundamentos e sistemas de moral (deontologia) assim como a capacitação para o debate dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação e valoração (ética) nas diversas escolas filosóficas e períodos da história.b) o conhecimento e a avaliação crítica do Código de Ética dos Jornalistas e dos códigos de ética das diversas categorias profissionais e segmentos empresariais da área das comunicações;c) a capacitação para a interpretação e aplicação do Código de Ética dos Jornalistas frente a situações concretas vividas por estes nas suas atividades profissionais.
6. A atitude de cidadania adequada ao exercício profissional dos jornalistas deverá ser estimulada com o conhecimento e a avaliação crítica:a) da legislação profissional dos jornalistas e dos demais profissionais dae área das comunicaçõesão,b) da legislação que rege a organização sindical no país;c) das instituições representativas dos jornalistas nos planos regional, nacional e internacional.d) da legislação da área das comunicações do Brasil e de outros países;e) das posições do Governo Federal, dos partidos políticos e dos setores organizados da sociedade civil sobre a organização e o funcionamento dos sistemas de comunicação no país, bem como sobre o papel dos profissionais que atuam na área das comunicações;f) das necessidades sociais atendidas pelas atividades jornalísticas, mediadas pela atuação dos profissionais, assim como uma compreensão acerca das demandas existentes e que estiverem sem atendimento.
7. A compreensão e a identificação do inter-relacionamento entre as funções profissionais dos jornalistas com as demais funções profissionais ou empresariais existentes na área das comunicações deverá ser buscada através:a) do reconhecimento da especificidade das funções profissionais dos jornalistas em relação às demais funções profissionais na área das comunicações;b) do reconhecimento dos condicionamentosntes ao exercício das funções profissionais dos jornalistas estabelecidos pelas formas de organização e empreendimento dos sistemas e processos de comunicação existentes no país.
IV. REQUISITOS METODOLÓGICOS E MATERIAIS
1. Entende-se como Requisitos Metodológicos e Materiais necessários e imprescindíveis para a realização das Premissas e Requisitos Conceituais para a formação dos jornalistas o conjunto de recursos materiais e humanos, bem como o modo de articulá-los e empregá-los na formação destes profissionais, abrangendo:a) a formulação curricular e a organização das atividades didático-pedagógicas;b) os aspectos referentes aos docentes;c) os aspectos referentes aos discentes;d) as instalações físicas, as estruturas de serviço e os equipamentos disponíveis para o cumprimento dos objetivos curriculares;e) os meios de integração com a sociedade e o mercado de trabalho.
2. Todo o conjunto de recursos materiais e humanos orientados para a formação de jornalistas deverá ser mobilizado considerando a necessidade de conexão orgânica entre as atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão, como condição para a qualificação dos profissionais e para a realização da função social que deve ser atribuída aos Cursos de Jornalismo, como espaço de reflexão e disseminação de conhecimento.
3. Considera-se que a promoção da integração entre os corpos docente e discente é fator crítico para consecução dos objetivos curriculares e extra-curriculares, além de ser estímulo didático-pedagógico e político para o exercício da cidadania. As escolas de jornalismo deverão ser, antes de tudo, escolas de cidadania e, portanto, considera-se imprescindível a existência de uma Comissão de Gestão de Qualidade da Formação Profissional em Jornalismo, com existência formalmente assegurada no âmbito de cada escola. Esta Comissão deve ter participação efetiva na sua vida administrativa e social da escola, sendo integrada por representantes eleitos por professores e por estudantes. Esta Comissão também deve ser necessariamente aberta à participação de representação do Sindicato dos Jornalistas e das entidades representativas do empresariado de comunicação, com jurisdição na região.
4. No que se refere à formulação curricular e à organização das atividades didático-pedagógicas,a) considera-se imprescindível para os cursos de Jornalismo a existência de:i) um projeto acadêmico do Curso que expresse claramente seu objetivos, e a formulação curricular e a organização das atividades e que defina o de um perfil de profissional visado pelo processo de formação;ii) formas de promoção da integração entre as disciplinas teóricas e técnicas;iii) adequação do projeto curricular às condições sócio-econômicas e culturais da região em que estiver localizada, realizando-se um componente de vocação regional dos profissionais formados em cada escola de Jornalismo;iv) projetos de pesquisa previstos como atividades curriculares;v) abertura do currículo para a incorporação, sempre que necessário, de novas disciplinas que possibilitem o acompanhamento de avanços tecnológicos e a abertura de novas modalidades e linguagens de comunicação;vi) a abertura do currículo à incorporação de disciplinas optativas que suscitem a corresponsabilização do corpo discente na complementação da sua formação.b) considera-se fator de valorização dos cursos de Jornalismo a existência de:i) formas de valorização do trabalho final (Projeto Experimental) dos discentes;ii) produção curricular teórica ou técnica cuja circulação ou disponibilidade transcenda o público dos corpos docente e discente;iii) integração das atividades de formação com os veículos e estruturas de serviço e produção de comunicação da própria instituição de ensino superior (publicações, emissoras de rádio e TV, inclusive canais de TVs por assinatura, produtoras, agências, editoras ou assessorias);iv) complementação do projeto acadêmico com o desenvolvimento de uma vocação regional que oriente aspectos determinados e delimitados na formação dos profissionais e que os valorizem frente a demandas sociais da região;v) desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão que estimulem a geração de mercado de trabalho e surgimento de demandas sociais por atividades profissionais relevantes de jornalistas;vi) cursos de pós-graduação que mantenham formas de integração com o curso de graduação em Jornalismo.
5. No que se refere aos docentes,a) considera-se imprescindível para os cursos de Jornalismo a existência:i) de titulação mínima do corpo docente;ii) de atendimento a requisitos mínimos de regime de trabalho dos docentes;iii) de adequação da capacitação e da experiência dos docentes às disciplinas que ministram;iv) de produção acadêmica teórica, cultural e técnica;v) de efetivo envolvimento de docentes em atividades de pesquisa científica na área de comunicação social;vi) de programa de atualização, reciclagem e qualificação continuada do corpo docente, considerando as disciplinas teóricas e técnicas;vii) de programa de aperfeiçoamento dos coordenadores e demais gestores dos cursos.b) considera-se fator de valorização dos cursos de Jornalismo:i) o grau de dedicação dos professores para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão;ii) a existência de um determinado número de docentes que ministram disciplinas técnicas e que desenvolvam o exercício profissional em veículos de comunicação de forma simultânea à atividade docente, sem deixar de buscar condições que possibilitem sua titulação.;iii) a máxima titulação formal do corpo docente;iv) a existência de carreira profissional para os docentes.
6. No que se refere aos discentes,a) considera-se imprescindível para os cursos de Jornalismo a existência de:i) efetivo envolvimento de discentes em atividades curriculares de Pesquisa;ii) programas de atividades de Extensão, formais ou mesmo informais, em caráter curricular e extra-curricular.b) considera-se fator de valorização dos cursos de Jornalismo a existência de:i) programas especiais de formação de graduados (a exemplo do PET-CAPES)ii) programas de monitorias em disciplinas, com aproveitamento dos estudantes do curso.
7. No que se refere às instalações físicas, as estruturas de serviço e os equipamentos disponíveis para o cumprimento dos objetivos curriculares,a) considera-se imprescindível para os cursos de Jornalismo a existência de:i) um corpo técnico-administrativo qualificado para as atividades de apoio;ii) salas de aula e salas para docentes;iii) laboratórios com os equipamentos adequados – em quantidade e qualidade, observando-se número máximo de alunos por turma – para as disciplinas técnicas;iv) um banco de dados englobando:(1) biblioteca e hemeroteca básicas;(2) acervo com arquivo de sons e imagens;(3) arquivo de fotografias.b) considera-se fator de valorização dos cursos de Jornalismo a existência de:i) salas ou espaços físicos especialmente destinados para atividades de Pesquisa e Extensão;ii) outras coleções e acervos vinculados a objetivos de Ensino, Pesquisa e Extensão.
8. No que se refere aos meios de integração com a sociedade e o mercado de trabalho,a) considera-se imprescindível para os cursos de Jornalismo a existência de: i) atividades regulares de Extensão;ii) meios de acompanhamento da integração dos profissionais formados pela escola ao mercado de trabalho;iii) interação entre a escola de Jornalismo, através de docentes e discentes, com entidades representativas dos diversos segmentos da área das comunicações, orientada para a solução de problemas referentes ao mercado de trabalho e cooperação no que se refere às atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão;iv) interação entre a escola de Jornalismo, através de docentes e discentes, com entidades representativas dos diversos segmentos da área das comunicações e com setores da sociedade civil em geral, que atuem no sentido da busca de soluções para os problemas de interesse público da área das comunicações.b) considera-se fator de valorização dos cursos de Jornalismo a existência de um programa de estágio orientado por objetivos de Ensino, Pesquisa e Extensão e que seja regulamentado e fiscalizado com a participação dos Sindicatos de Jornalistas para evitar o aviltamento do mercado de trabalho.
V. A QUESTÃO DA QUALIDADE
1. Nenhum elemento constitutivo de um curso superior de Jornalismo poderá ser tomado isoladamente como indicador determinante da qualidade da formação. Para aferição da qualidade é necessária uma abordagem abrangente e integradora da multiplicidade de fatores concorrentes.
2. Registra-se a convicção dos signatários de que um movimento aglutinador de setores acadêmicos não pode mostrar-se alheio a um vasto e apurado arsenal de instrumentos metodológicos que habilitam para a gestão de qualidade, especialmente tratando-se de um esforço que tem como fim primordial, justamente, a “qualidade dao ensino formação de jornalismo”.
3. As entidades que apoiam as posições expressas neste documento decidem criar um Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação Profissional em Jornalismo. Para tanto, constituem um Grupo de Trabalho que, em prazo determinado, formulará uma proposta de Programa a ser submetido ao conjunto das entidades signatárias. Tal Grupo de Trabalho será encarregado de fundamentar este Programa com uma elaboração apurada, sistematizando recomendações de metodologias e procedimentos para que a formação em jornalismo alcance a qualidade e identificando experiências que possam ter utilidade para este fim.
4. Considera-se, desde já, necessário que a proposição de Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação Profissional em Jornalismo, a ser formulada pelo referido GT, equacione a necessidade de meios para que a busca de qualidade no ensino de Jornalismo, seja sujeita, em cada curso de Jornalismo, a processos:a) de planejamento;b) de implementação efetiva do que foi planejado;c) de avaliação dos resultados alcançados;d) de correção das ações, visando os objetivos do curso.
5. A elaboração a ser desenvolvida pelo GT deverá, igualmente, recomendar formas de certificação da observância dos critérios voluntariamente adotados e do alcance, pelas escolas de jornalismo, das metas do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação Profissional em Jornalismo.
VI. AS INSTÂNCIAS E PROCESSOS DE GESTÃODA QUALIDADE
1. Este documento lança as bases de uma formulação de conteúdo que orientará a elaboração do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação Profissional em Jornalismo.
2. Uma vez aprovado pelas entidades signatárias, o Programa a ser consolidado em um documento que será levado aos professores, aos estudantes, às escolas e ao empresariado de comunicação, procurando estabelecer efetivas bases de acordo para a sua implementação, o que depende da adesão consciente e voluntária de cada um dos seus segmentos interessados na formação em jornalismo.
3. O documento que instituirá o Programa especificará as recomendações para:a) a formulação, os critérios de referência e as bases de planejamento a serem adotadas por cada escola;b) a coordenação das iniciativas de avaliação sistemática da qualidade do ensino de Jornalismo em cada escola;c) a constituição das instâncias que exercerão a coordenação da implementação do Programa em cada escola e nos planos regional e nacional, prevendo-se, desde já, duas três instâncias:i) em cada escola, será constituída uma Comissão de Gestão da Qualidade da Formação Profissional em Jornalismo, com composição paritária entre professores e alunos e com assento reservado para a representação do Sindicato dos Jornalistas e das entidades representativas do empresariado de comunicação com jurisdição na região;ii) nos Estados onde houver mais de uma escola de jornalismo, será incentivada a criação de uma Comissão Regional de Gestão da Qualidade dae Ensino deFormação em Jornalismo, com a composição paritária entre professores e estudantes representantes das escolas da referida base, Sindicato dos Jornalistas e entidades representativas do empresariado de comunicação com jurisdição na região. iii) no plano nacional, será constituída uma Comissão Nacional de Gestão da Qualidade da Formação em Jornalismo, integrada por representantes das entidades nacionais relacionadas com o ensino de jornalismo (Enecos, Abecom, Publicom, Intercom e, Compós) assim como a Fenaj, a ANJ, a ABERT e a Associação Brasileira de TV por Assinatura e outras entidades de igual relevância.
4. A Comissão de Gestão da Qualidade do Ensino de Jornalismo de cada escola será incumbida de desenvolver o trabalho de base, com a articulação dos segmentos que realizam a implementação efetiva do Programa Nacional.5. A Comissão Regional de Gestão da Qualidade da Formação em Jornalismo terá a incumbência prioritária de apoiar a criação, o desenvolvimento e a articulação da Comissão de cada escola na respectiva região.6. A Comissão Nacional de Gestão da Qualidade da Formação em Jornalismo será encarregada de:a) fazer a coordenação destas iniciativas do Programa no plano nacional;b) cuidar da atualização do documento com as diretrizes do Programa Nacional;c) promover a sensibilização dos diversos segmentos envolvidos pelas ações previstas no Programa Nacional;d) orientar a implementação geral do Programa Nacional, coordenando atividades de avaliação em cada escola;e) estimular a mobilização, em cada estado, dos jornalistas, professores, estudantes, escolas e entidades representativas do empresariado de comunicação, no sentido da viabilização do Programa Nacional;f) publicar periodicamente os resultados da avaliação de cada escola de acordo com os critérios de gestão da qualidade fixados pelo Programa Nacional, observando as seguintes diretrizes:i) as avaliações serão realizadas por avaliadores credenciados de Estados distintos de onde se situa a escola;ii) o documento que instituirá o Programa Nacional especificará os aspectos que serão objeto de planejamento e avaliação em cada escola, os valores de pontuação dos itens que serão avaliados, o processo de capacitação e credenciamento dos avaliadores, assim como todos os esclarecimentos que se fizerem necessários para a atribuição de pontuação;iii) as avaliações serão sempre desenvolvidas por um professor, um estudante, um representante do sindicato dos jornalistas e, eventualmente, representantes do empresariado de comunicação que participarem do Programa.
VII. ESPECIFICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
1. O documento que instituirá o Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação Profissional em Jornalismo terá como anexo um Documento Complementar quer permanecerá constantemente aberto à incorporação de incrementos nas Especificações e também nas Recomendações para a viabilização dos requisitos metodológicos e materiais necessários para a qualidade da formação dos jornalista.
2. No Documento Complementar serão registradas as diversas Especificações e Recomendações assumidas pelo Programa.
3. O Documento Complementar deverá, necessariamente, permanecer em aberto, porque são suas instrumentalizações que traduzirão, concretamente, as concepções de fundo do Programa e, portanto, deverão ser testadas, ter seus resultados reavaliados e serem reformuladas, no processo de implementação do Programa. As Especificações e Recomendações dizem respeito, sobretudo, à forma de realização das concepções aqui apresentadas sendo, portanto, o elemento mais dinâmico e mutável do Programa.
Anexo – Documento Complementar
Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação Profissional em Jornalismo
ESPECIFICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES PARA VIABILIZAROS REQUISITOS METODOLÓGICOS E MATERIAIS
Neste Documento Complementar seguem as diversas Especificações e Recomendações até esta versão desenvolvidas. Nesta formulação inicial, apenas três estão desenvolvidas e as demais apenas indicadas. O documento, portanto, comporta inúmeros acréscimos que correspondam à instrumentalização mais ampla e detalhada possível das Premissas e dos Requisitos Conceituais, assim como dos Requisitos Metodológicos e Materiais que embasam o conteúdo e o sentido da formação dos jornalistas aqui proposta.
1. Especificações e Recomendações referentes à instalação e a funcionamento do Conselho de Gestão da Qualidade do Ensino da Formação Profissional em Jornalismo em cada escola.
2. Recomendações para a elaboração da formulação curricular e dos planos de organização das atividades didático-pedagógicas.de um projeto acadêmico do Curso de Jornalismo.
3. Recomendações para a promoção da integração entre as disciplinas teóricas e técnicas.
4. Recomendações para a adequação do projeto curricular às condições sócio-econômicas e culturais da região.
5. Especificações e Recomendações para a implementação de projetos de pesquisa em atividades curriculares.
6. Recomendações para abertura do currículo à incorporação, sempre que necessário, de novas disciplinas que possibilitem o acompanhamento de avanços tecnológicos e de novas modalidades e linguagens de comunicação;
7. Recomendações para a valorização do trabalho final (Projeto Experimental) dos discentes.
8. Recomendações para a implementação de produção curricular teórica ou técnica cuja circulação ou disponibilidade transcenda o público dos corpos docente e discente.
9. Recomendações para a integração das atividades de formação com os veículos e estruturas de serviço e produção de comunicação da própria instituição de ensino superior.
10. Recomendações para a complementação do projeto acadêmico com o desenvolvimento de uma vocação regional que oriente aspectos determinados e delimitados na formação dos profissionais e que os valorizem frente a demandas sociais da região;
11. Recomendações para o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão que estimulem a geração de mercado de trabalho e surgimento de demandas sociais por atividades profissionais relevantes de jornalistas;
12. Recomendações para a integração de cursos de pós-graduação com os cursos de graduação em Jornalismo.
13. Especificações para a titulação mínima do corpo docente.
14. Especificação de requisitos mínimos de regime de trabalho dos docentes.
15. Especificações referentes à adequação da capacitação e da experiência dos docentes às disciplinas que ministram.
16. Especificações para a realização de produção acadêmica teórica, cultural e técnica nos cursos de graduação.
17. Recomendações para o estímulo de efetivo envolvimento de docentes em atividades de Pesquisa.
18. Recomendações para o desenvolvimento de programas de atualização, reciclagem e qualificação continuada do corpo docente, considerando as disciplinas teóricas e técnicas:.a) o aperfeiçoamento profissional de professores deverá ser obrigatório a todos aqueles que ministram disciplinas técnicas e que estejam distantes do mercado de trabalho há mais de 5 anos.b) a duração deste estágio deverá ser equivalente, pelo menos, a um semestre de aulas.c) A implementação desta forma de reciclagem profissional deverá ser resultado de um protocolo de intercâmbio firmado entre as escolas, os veículos de comunicação e o Sindicato dos Profissionais da respectiva região.
19. Especificações para a elaboração de programas de aperfeiçoamento dos coordenadores e demais gestores dos cursos de jornalismo.
20. Recomendações para a ampliação da dedicação do corpo docente.
21. Recomendações para a existência de um determinado número de docentes que ministram disciplinas técnicas e que desenvolvam o exercício profissional em veículos de comunicação de forma simultânea à atividade docente, sem deixar de buscar condições que possibilitem sua titulação.
22. Recomendações para a ampliação da titulação formal do corpo docente.
23. Recomendações para a estruturação de carreira profissional para os docentes.
24. Recomendações para a obtenção de um efetivo envolvimento de discentes em atividades curriculares de Pesquisa.
25. Recomendações para o desenvolvimento de programas de atividades de de Extensão, formais ou mesmo informais, em caráter curricular e extra-curricular.a) A realização de atividades de extensão pelas escolas de comunicação serão potencializadas com o estabelecimento de cursos regulares destinados:i) à formação complementar dos estudantes de comunicação;ii) à reciclagem dos profissionais que já atuam no mercado de trabalho.b) As escolas de comunicação devem manter formas de suporte aos setores organizados da sociedade que atuem em defesa da democratização da comunicação, aproximando os estudantes de comunicação desta problemática e contribuindo para o avanço do movimento social na construção da democracia e da cidadania.
26. Recomendações para o desenvolvimento e a utilização de programas especiais de formação de graduados.
27. Recomendações para a elaboração de programas de monitorias em disciplinas, com aproveitamento dos estudantes do curso.
28. Especificações para a constituição de um corpo técnico-administrativo qualificado para as atividades de apoio.
29. Especificações para os Jornais Laboratórios.
30. Especificações para as salas de aula e salas para docentes.
31. Especificações para o Laboratório de Telejornalismo.
32. Especificações para o Laboratório de Fotojornalismo.
33. Especificações para o Laboratório de Radiojornalismo.
34. Especificações para o Laboratório de Produção Gráfica.
35. Especificações para a montagem de uma Biblioteca Básica.
36. Especificações para a montagem de uma Hemeroteca Básica.
37. Especificações para a montagem de uma Fitoteca Básica com arquivos de sons e imagens.
38. Especificações para a montagem de um Arquivo de Fotografias.
39. Recomendações para a destinação de salas ou espaços físicos especializados em atividades de Pesquisa e Extensão.
40. Recomendações para a constituição outras coleções e acervos vinculados a objetivos de Ensino, Pesquisa e Extensão.
41. Recomendações para a manutenção de atividades regulares de Extensão.
42. Recomendações para o desenvolvimento de meios de acompanhamento da integração dos profissionais formados pela escola ao mercado de trabalho.
43. Recomendações para a interação entre a escola de Jornalismo, através de docentes e discentes, com entidades representativas dos diversos segmentos da área das comunicações, orientada para a solução de problemas referentes ao mercado de trabalho e cooperação no que se refere às atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão.
44. Recomendações para a interação entre a escola de Jornalismo, através de docentes e discentes, com entidades representativas dos diversos segmentos da área das comunicações e com setores da sociedade civil em geral que atuem, no sentido da busca de soluções para os problemas de interesse público da área das comunicações.
45. Especificações para a regulamentação do estágio para estudantes de jornalismo. O processo de negociação sobre a regulamentação do estágio profissional será balisado pelos seguintes objetivos estratégicos:a) efetivo cumprimento de finalidades didático-pedagógicas, com acompanhamento no âmbito da escola e da empresa;b) realização do estágio nos dois últimos semestres do curso;c) delimitação do número de estagiários por redação ou empresa;d) delimitação do tempo de estágio;e) a garantia de não se firmar acordo para a realização de estágio com empresas que mantiverem pessoas exercendo irregularmente a profissão em seus quadros;f) existência de meios para assegurar o efetivo cumprimento do estabelecido na regulamentação acordada;g) garantia de que o estágio não substituirá as exigências de manutenção de laboratórios pelas escolas;h) normatização da utilização do material produzido pelos estagiários.
Agenda de eventos na área em 2008
Confira os principais eventos acadêmicos de comunicação e jornalismo ligados ao Brasil previstos para 2008:
Encontro Nacional de Professores de Jornalismo
Local: Universidade Markenzie – São Paulo (SP)
Período: Abril de 2008
Público-alvo: Professores de jornalismo
Inscrições para apresentação de trabalhos: Até janeiro
Contatos: Site http://www.professoresjornalismo.jor.br/
Perfil: Atividade anual. Visa avaliar a realidade dos cursos brasileiros da área e sistematizar as discussões sobre novas perspectivas de ensino, a partir da experiência dos próprios docentes.
Congresso Regional de Ciências da Comunicação – Intercom Nordeste
Local: Universidade Federal do Maranhão – São Luís (MA)
Período: 19 a 21 de maio de 2008
Programação: Conta com comunicações coordenadas (CC) de pesquisas científicas (dentro dos grupos de trabalho de jornalismo; publicidade, propaganda e marketing; relações públicas e comunicação organizacional; radialismo e mídia sonora; comunicação audiovisual; cibercomunicação; educomunicação; folkcomunicação; comunicação científica-ambiental; políticas e estratégias de comunicação; teoria da comunicação), relatos de experiências profissionais na modalidade conhecimento articulado (CA), e trabalhos de graduação (TG) de autoria de estudantes
Público-alvo: Profissionais, estudantes, professores e/ou pesquisadores de comunicação
Inscrições para apresentação de trabalhos: Até 07 de abril de 2008
Contatos: www.intercom.org.br/congresso/regionais/2008/nordeste/intercomnordeste_calendario.shtml
Perfil: Atividades anuais. Visa integrar os pesquisadores da área de comunicação atuantes no Nordeste e estimular a pesquisa na área. Promovido pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).
VI Encontro Nacional de História da Mídia
Local: Universidade Federal Fluminense – Niterói (RJ)
Período: 13 a 16 de maio de 2008
Programação: Grupos temáticos e Mostra de História Documental
Público-alvo: Profissionais, estudantes, professores e/ou pesquisadores de comunicação
Inscrições para apresentação de trabalhos: Até março
Contatos: www.jornalismo.ufsc.br/redealcar
Perfil: Atividade anual. Visa estimular pesquisas e estudos que contribuam para a preservação da memória da imprensa brasileira. Promovido pela Rede Alfredo de Carvalho para o Resgate da Memória da Imprensa (Rede Alcar)
XVII Encontro Anual da Compos
Local: Universidade Paulista (Unip) – São Paulo (SP)
Período: 03 a 06 de junho de 2008
Programação: A definir
Público-alvo: Profissionais, estudantes, professores e/ou pesquisadores de comunicação
Inscrições para apresentação de trabalhos: Até 31 de janeiro de 2008
Inscrições: Já estão abertas
Perfil: Atividade anual. Busca estimular pesquisas e estudos no campo da comunicação e propiciar a integração entre pesquisadores brasileiros. Promovido pela Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, conhecida como Compos. 26º Congresso da International Association for Media and Communication Research (IAMCR)
Local: Estocomo (Suécia)
Período: 20 e 25 de julho de 2008
Programação: A definir
Público-alvo: Profissionais, estudantes, professores e/ou pesquisadores de comunicaçãoInscrições para apresentação de trabalhos: Até janeiro de 2008
Inscrições: A definirCongresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2008
Local: Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Natal (RN)
Período: Setembro de 2008
Programação: Conta com comunicações coordenadas (CC) de pesquisas científicas (dentro dos grupos de trabalho de jornalismo; publicidade, propaganda e marketing; relações públicas e comunicação organizacional; radialismo e mídia sonora; comunicação audiovisual; cibercomunicação; educomunicação; folkcomunicação; comunicação científica-ambiental; políticas e estratégias de comunicação; teoria da comunicação), relatos de experiências profissionais e de ensino, trabalhos de graduação (Iniciacom), exposição de produtos laboratoriais e trabalhos de conclusão de curso (Expocom), prêmios etc.
Público-alvo: Profissionais, estudantes, professores e/ou pesquisadores de comunicação
Inscrições para apresentação de trabalhos: Ainda não estão abertas
Contatos: http://www.intercom.org.br
Perfil: Atividades anuais. Reúne uma série de eventos, a exemplo da Expocom e da Iniciacom, e de fóruns de ensino e pesquisa em comunicação. Visa integrar os pesquisadores da área de comunicação atuantes no Brasil e exterior, além de estimular e qualificar o ensino e a pesquisa no campo da comunicação. Promovido pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).
II Brazil Conference
Local: Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – São Paulo (SP)
Período: Novembro de 2008
Programação: Apresentação de trabalhos sobre jornalismo
Público-alvo: Professores e/ou pesquisadores de jornalismo
Inscrições: Ainda não estão abertas.
Contatos: http://www.sbpjor.org.br
Perfil: Atividade bienal. Visa integrar a pesquisa em jornalismo desenvolvida no país àquela implementada em outros países e conta com a participação de pesquisadores do Brasil e exterior. Realizado pela SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo) e Grupo de Estudos de Jornalismo da International Communication Association.
VI Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo
Local: Universidade de Metodista – São Bernardo (SP)
Período: Novembro de 2008
Programação: Apresentação de trabalhos sobre jornalismo
Público-alvo: Professores e/ou pesquisadores de jornalismo
Inscrições: Ainda não estão abertas.
Contatos: http://www.sbpjor.org.br
Perfil: Atividade anual. Visa reunir pesquisadores sobre jornalismo do país e fortalecer a pesquisa neste campo no país. Realizado pela SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo).